Nas propagandas governamentais sempre aparece um Maranhão que se
desenvolve. Nele, há indústrias, obras de saneamento, construção de casas,
hospitais e geração de emprego. O que a propaganda esquece de contar é que
esses benefícios chegam principalmente pelas mãos do governo federal, das
prefeituras ou de empresas privadas.
São fundamentalmente os bilhões investidos em nosso estado
pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) os responsáveis por milhares
de obras que movimentam a economia maranhense.
Apenas por meio do programa Minha Casa Minha Vida, uma das
marcas da gestão da presidenta Dilma, o governo federal investirá R$ 2 bilhões
no estado. Pelos programas Água e Luz para Todos, são outro R$ 1 bilhão. Em
mobilidade urbana e transporte, outros R$ 2 bilhões, que se materializarão, por
exemplo, nas urgentes obras de duplicação da BR 135.
Em saneamento básico, o Maranhão receberá mais de R$ 500
milhões. Também são federais os R$ 365 milhões usados para construção de UBSs
(Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), creches,
praças de esporte e cultura. Igualmente são federais as retroescavadeiras que
as prefeituras estão recebendo, o bolsa-família, o reajuste do salario mínimo e
das aposentadorias, as escolas técnicas, a expansão do ensino universitário.
Em todas essas obras federais, o governo do estado só bota a
"placa" e tenta se apropriar simbolicamente das obras, recursos e
programas do governo federal. De sua parte, no entanto, o governo do estado faz
muito pouco. Basta olharmos para as obras que são 100% de responsabilidade do
governo estadual, como os prometidos 72 hospitais em todo o estado.
Disse em 2010, no único debate que houve na eleição para
governador, que achava que a oligarquia não entregaria todos os hospitais em
funcionamento, no prazo que prometiam. Infelizmente, tinha razão. Decorridos
três anos apos o prazo prometido, estão devendo mais de 50 hospitais e ninguém
vem a publico explicar com sinceridade o que o governo está planejando para
compensar esse atraso nas obras.
E assim poderia citar dezenas de situações similares, em que
o esforço do governo do estado reside apenas no mundo da propaganda. O que
dizer, por exemplo, da agricultura, em que os investimentos estaduais não
chegam a 1% do orçamento?
Merecemos um futuro melhor. Afinal, o orçamento do estado
passa de R$ 12 bilhões, dinheiro que pode fazer muita coisa boa, se aplicado
com competência e honestidade. Tenho muita fé de que vamos virar a página do
passado e deixar para trás o patrimonialismo que direciona ilegalmente, para
grupos privados, os recursos e ações do Estado.
Nesse caminho novo que o Maranhão haverá de trilhar, os três
níveis de governo vão cumprir seus deveres, em um grande pacto em favor do
desenvolvimento, da democracia e da igualdade. É possível chegar lá.