MPE recomenda que o prefeito de Santa Luzia cumpra Lei do Piso
Após envio de documentos para Promotoria de Justiça de Santa Luzia, o Sindicato dos Trabalhadores na Educação e demais Servidores Municipais de Santa Luzia (Sintraed) recebeu na manhã do dia (15) comunicado do Ministério Público da Comarca de Santa Luzia, assinado pela promotora Fabíola Fernandes Ferein Ferreira, onde a mesma manifesta as considerações da aplicação imediata da Lei N° 11.738/2008.
A Promotoria entende que a aplicação da lei é fator fundamental para a harmonia dos preceitos constitucionais, entendendo que cabe ao gestor municipal resolver os problemas referentes a paralisação das atividades dos serviços públicos nas áreas da saúde, educação, transportes e outros serviços que se encontram paralisados desde o dia 2 de maio no município de Santa Luzia.
Para os representantes da categoria, isso constitui-se em mais uma vitória dos servidores no que se refere a luta pelos direitos que a Constituição Federal garante aos servidores. A greve continua e ganha a cada dia o apoio popular.
Durante toda esta semana foram realizados atos públicos nas comunidades dos principais povoados do município de Santa Luzia. De acordo com o comando de greve, as visitas são fundamentais para que a comunidade compreenda melhor a realidade em que se encontra o município diante de tantas violações de direitos.
A greve continua por tempo indeterminado, pois o prefeito se recusa a negociar com a categoria; hoje estão participando da greve além dos professores: técnicos de enfermagem, motoristas, agentes de saúde, e os servidores de modo geral.
Com isso o site dos Informados resolveu escrever a seguinte mensagem:
O descaso com a Educação Pública de qualidade passa, determinantemente, pelo salário dos professores, sim. O professor deve ser um dos profissionais mais bem preparados intelectualmente para exercer sua profissão; para isso deve sempre fazer cursos de aperfeiçoamento, adquirir livros e mais livros, etc. Como um professor das redes públicas de ensino tem condição financeira para isso? Sem falar no tempo disponível.
Também, como todo trabalhador, deve ter uma boa saúde física e mental para enfrentar as batalhas diárias que não são fáceis: preparar aulas, exercícios diversos, trabalhos e avaliações, corrigi-los e estar sempre renovando; dar, em torno de 10 aulas diárias, se quiser sobreviver; muitas vezes, em até 3 escolas, além das fichas e dos diários devidamente preenchidos.
E em relação à disciplina que hoje tornou-se um dos maiores problemas na sala de aula? A falta de respeito dos alunos e até, muitas vezes, da família e da própria sociedade causa um clima de insegurança e gera muitos conflitos, quando o ambiente de aprendizagem deveria ser tranquilo e saudável.
Outra questão é o despreparo e a falta de profissionais habilitados para enfrentar a inclusão de alunos com deficiência, bem como lidar com a violência encontrada em todos os locais.
Por isso tudo, a greve dos professores é justa e legítima e deveria ter o apoio de todos os cidadãos. A desigualdade salarial na sociedade também traz indignação. Quem carrega o país através do trabalho árduo tem apenas o mínimo para sua sobrevivência, portanto lutamos por uma sociedade mais justa e igualitária.
fonte osinformados.com

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